Energias renováveis e ambiente

“Surpreendo-me positivamente quando países pobres, lutando pelo crescimento económico, mostram um apurado sentido de responsabilidade para não deixar piorar a poluição ambiental. Ela está marcada pelos elevados níveis de consumo de energia dos países ricos, que deveriam responsabilizar-se mais seriamente.

A par de outros meios de produção de energia para suportar as necessidades, a Índia tem levado à prática um plano muito ousado e mesmo dispendioso, recorrendo às energias renováveis – algumas das quais ainda nem sequer alcançaram o seu estádio de maturidade técnica e económica -, e a outras formas menos poluentes, fugindo, na medida do possível, do carvão, do qual possui reservas inesgotáveis.” Ver mais

Prof. Eugénio Viassa Monteiro
Professor da AESE e autor do Livro O Despertar da Índia
In Público, 23 de dezembro de 2013

Tax Free Job

Nos últimos tempos muitos de nós acordamos a pensar por onde, nesse dia, irão tirar-nos mais dinheiro. De facto, quase todos os dias temos notícia de algum encargo mais que se é coagido a pagar ou alguma parcela menos que deixa de se receber.

Faz lembrar o burro do lavrador avarento. Já de si um burro sai económico: com um pouco de erva ou de palha já tem que chegue. O burro de que falo ia sendo progressivamente mais económico à custa de, dia após dia, receber um pouco menos de ração. O problema foi quando, chegado à máxima economia (custo zero, zero de ração), o burro morreu!

Neste estado de coisas, resultante da obrigação imposta aos cidadãos de pagarem a dívida pública gerada pelos seus governantes, podemos pensar que, para não ter o destino do burro, só nos resta emigrar.

Mas há uma coisa que todos podemos fazer e sobre a qual não incidem impostos: aquilo que eu faço no meu tempo livre para servir alguém que precisa, porque quero fazê-lo, sem qualquer retribuição. Pelo ano 92, no prefácio duma das edições do seu livro Managing the Nonprofit Organization” e falando dos Estados Unidos, Peter Drücker afirmava que, se cada cidadão adulto trabalhasse três horas semanais como voluntário numa Instituição do sector não lucrativo, então o conjunto destas instituições passaria a ser o maior empregador dos States.

E nós, porque não? Cada um pode ver, no seu planning semanal onde é que arranja 3 horas para dar: horas pontuais, matematicamente certas, com o rigor da retribuição salarial mais estrita. Depois, seleccionar as suas próprias possibilidades de oferta dentre o que sabe fazer e gosta de fazer. E a seguir, pôr-se em contacto, quer seja uma Instituição que se conhece e precisa, quer seja um banco de voluntariado, o centro paroquial, a junta de freguesia, ou até o prédio em que se vive. A ajuda de proximidade é mais fácil e resulta utilíssima.

Este trabalho é muito necessário, cria riqueza e é “taxfree” . Fica a ideia! Agora é a sua vez de ajudar!


Beatriz Abreu
11º PDE e Diretora do Programa GOS – Gestão de Organizações Sociais