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	<title>Blog AESE</title>
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	<description>Blog AESE</description>
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		<title>Voluntária, eu?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Responsabilidade Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Há coisas que não faço por dinheiro nenhum. Mas posso fazê-las porque sim, na minha casa, à minha família, aos meus amigos. Como posso fazê-las ao mais pobre dos pobres, maltrapilho e malcheiroso, doente ou incapaz. Aqui, estou a dar uma parte do meu tempo, das minhas energias, do que sei, do meu descanso ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há coisas que não faço por dinheiro nenhum. Mas posso fazê-las porque sim, na minha casa, à minha família, aos meus amigos. Como posso fazê-las ao mais pobre dos pobres, maltrapilho e malcheiroso, doente ou incapaz. Aqui, estou a dar uma parte do meu tempo, das minhas energias, do que sei, do meu descanso ou das minhas férias. E faço-o a troco de nada, só porque reconheço nesse ser outra pessoa. Estou a dar uma parte da minha vida, uma parte de mim. Começo então a fazer voluntariado.</p>
<p>O voluntariado é das atividades mais nobres a que posso dedicar-me. Hei de desempenhá-lo com a mesma competência que procuro ter no trabalho profissional remunerado que me garante o sustento.</p>
<p>A maior parte das pessoas precisa de trabalhar para viver, não pode dar-se ao luxo de trabalhar todo o dia a troco de nada – penso que, se pudesse, devia fazê-lo. Mas pode ajudar livremente quem está ao lado e precisa.</p>
<p>O voluntariado não é um<em> must</em> curricular de jovens com elevado potencial – isso seria investimento <em>for profit </em>futuro.</p>
<p>É um dos mais valiosos recursos humanos. Associado à capacidade criativa pode ajudar a ultrapassar a gravíssima situação – financeira, ética, humana &#8211; que atravessamos.</p>
<p><a href="http://www.aese.pt/aese/claustro/residentes/detalhe/75" target="_blank"><br />
Beatriz Abreu</a>,<br />
11º <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pde/" target="_blank">PDE</a> e Diretora do <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/gos/" target="_blank">GOS</a>.<br />
Publicado na revista &#8220;Aposta&#8221; nº105 de abril de 2012</p>
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		<title>Como será a quarta vida?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 11:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se vivemos mais, temos de trabalhar mais. É da mais elementar inteligência. Portugal precisa. E agradece. A diferença entre as receitas e as despesas da Segurança Social atingiu o mínimo histórico de 63 milhões de euros. O valor, que consta do orçamento retificativo, traduz uma quebra de 366 milhões de euros em relação ao saldo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se vivemos mais, temos de trabalhar mais. É da mais elementar inteligência.<br />
Portugal precisa. E agradece.</p>
<p>A diferença entre as receitas e as despesas da Segurança Social atingiu o mínimo histórico de 63 milhões de euros. O valor, que consta do orçamento retificativo, traduz uma quebra de 366 milhões de euros em relação ao saldo do ano passado. A quebra é tão grande que este pode ser um sinal de que o sistema está à beira do colapso. Mas mais grave ainda, pela primeira vez, as contribuições não chegam para pagar as pensões, criando um buraco de quase 900 milhões.</p>
<p>Este é o maior problema que Portugal tem em mãos. Se a segurança social, que paga reformas e subsídios de desemprego, entrar em “default”, todo o tecido social entrará rapidamente em falência. A macro economia descerá do Olimpo dos economistas e vai abater-se como as pragas do Egito em cima do dia a dia dos portugeses. Ninguém sai ileso. É a desintegração interna.</p>
<p>Embora não exista nenhum número sobre quanto representa o consumo dos pensionistas no consumo privado global, por observação simples da realidade, percebe-se que é muito grande. Grande demais.</p>
<p>Com o desemprego em 15%, uma população muito envelhecida e sem uma estratégia para adequar os recursos humanos às necessidades da nação (será que isso é possível?) a segurança social representa muito mais que a sobrevivência dos pensionistas. As pensões são muitas vezes o único rendimento fixo e considerável de pais, filhos, e netos.</p>
<p>Se alguma se deixarem de pagar as reformas Portugal entrará definitivamente no tal abismo para onde ainda nunca se deu o passo em frente.</p>
<p>Durante anos olhámos para a segurança social como se fosse um poço sem fundo, ou uma divindade sagrada e admirável que apesar da conjuntura aparecia sempre coberta de encómios e triplos A. Por isso pedir a reforma antecipada era uma coisa normal e socialmente apreciada. Como se não houvesse distinção nenhuma entre estar trabalhar ou apenas a receber.</p>
<p>Políticos, gestores públicos, professores, juízes, médicos, em romaria grega, muito antes dos 65 anos, às vezes 10 anos antes disso, abalados pelo cansaço das suas desgastantes profissões tiravam-se do “deve” e punham-se no “haver” das contas do país. Como se não houvesse amanhã. E agora?</p>
<p>Ainda assim há bons exemplos. Muitos médicos regressaram ao ativo depois de se terem reformado. E contribuem agora, com tempo e experiência nos hospitais e centros de saúde. Poupando simultaneamente um investimento adicional em formação quando há “menos possibilidades”. São necessários mais exemplos ou outra legislação.</p>
<p>Portugal precisa dessa experiência e saber. Não pode viver sem ela.</p>
<p><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/05/Blog-José-Manuel-Diogo.jpg"><img class="size-full wp-image-782 alignleft" title="Blog José Manuel Diogo" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/05/Blog-José-Manuel-Diogo.jpg" alt="" width="97" height="114" /></a></p>
<p>José Manuel Diogo<br />
35º <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pade/">PADE</a> e Diretor geral da Agenda Setting<br />
Post publicado em <a href="http://www.agendasetting.pt/2012/05/04/futuro-seguranca-social-a-quarta-vida/" target="_blank">Agenda Setting</a>, a 4 de maio de 2012</p>
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		<title>Reflexões em fim de PADE</title>
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		<comments>http://blog.aese.pt/2012/05/reflexoes-em-fim-de-pade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 14:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Empresa]]></category>

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		<description><![CDATA[0. O PRINCÍPIO No primeiro dia do 37º PADE, a propósito da formação do dirigente, o Diretor do Programa referiu as grandes epopeias clássicas, nomeadamente as de Homero e de Tolkien. A referência acompanhou-me ao longo de todo o PADE. A Odisseia, em concreto, estabeleceu-se na minha mente como um pano de fundo, apenas apercebido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>0.	O PRINCÍPIO</p>
<div id="_mcePaste">No primeiro dia do 37º PADE, a propósito da formação do dirigente, o Diretor do Programa referiu as grandes epopeias clássicas, nomeadamente as de Homero e de Tolkien.</div>
<div id="_mcePaste">A referência acompanhou-me ao longo de todo o PADE.</div>
<div id="_mcePaste">A Odisseia, em concreto, estabeleceu-se na minha mente como um pano de fundo, apenas apercebido nas primeiras semanas, em que o apelo da novidade ocupou todo o palco encheu todo o espaço com movimento e energia. Progressivamente, a viagem de Ulisses foi ganhando preponderância até ao ponto de se tornar a referência estruturante, o fio condutor do meu PADE.</div>
<p><br/>1.	A ILHA</p>
<div id="_mcePaste">Foi assim que comecei a ver a AESE como uma ilha.</div>
<div id="_mcePaste">Na imaginação ocidental as ilhas são lugares fechados, fora do espaço e do tempo, onde o viajante se encerra, ou é encerrado, e é subtraído ao tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Chega-se à ilha sozinho.</div>
<div id="_mcePaste">As razões que levam cada um à ilha são variadas: uns encontram-na depois de uma tempestade, outros depois de um período de reflexão que os empurrou para uma deriva, alguns partiram numa exploração que os fez descobri-la, a outros foi uma procura deliberada que determinou a rota em direção àquelas coordenadas… cada viajante tem razões diferentes e vem de espaços e tempos diferentes.</div>
<div id="_mcePaste">Mas cada um chega à ilha sozinho. Cada um traz os seus próprios desafios, os seus conhecimentos, as suas habilidades; e os seus perigos.</div>
<div id="_mcePaste">Encontramos companheiros, que chegaram sozinhos como nós.</div>
<div id="_mcePaste">Conhecemos os professores e os habitantes da ilha.</div>
<div id="_mcePaste">Criamos laços.</div>
<div id="_mcePaste">Somos postos à prova. Cada sessão, cada caso, embora tratado em grupo, representa uma prova diferente para cada um de nós.</div>
<div id="_mcePaste">Aprendemos juntos, através da partilha das nossas histórias e experiências. Recontamos a nossa história – como Ulisses. No recontar, a história é revista, reenquadrada, redefinida; reinventamo-nos, reconstruímo-nos, retraçamos o rumo.</div>
<div id="_mcePaste">Gostamos de estar mas não queremos ficar. Não viemos para ficar: a nossa viagem é noutro espaço e noutro tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Quando partimos, sozinhos, como chegámos, levamos dentro de nós o que vimos, o que aprendemos, o que partilhámos; cada um leva um bocado de todos os outros. A nossa vivência na ilha fica para sempre connosco.</div>
<div id="_mcePaste">Não voltaremos àquela ilha – é uma impossibilidade. As coordenadas que nos permitiram encontrar aquele espaço/tempo são irrepetíveis.</div>
<div id="_mcePaste">Combinamos voltar a encontrar-nos, certamente acontecerá, mas será noutras “ilhas”.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<p><br/>2.  INTELIGÊNCIA</p>
<div id="_mcePaste">No PADE, aprendi que a inteligência é uma construção.</div>
<div id="_mcePaste">Deixei de lado a ideia da superioridade de uma inteligência etérea, rápida, intuitiva, descontínua, que, num relampejar súbito, nos faz ver a solução, o caminho a seguir.</div>
<div id="_mcePaste">Aprendi que o que importa é apreender a totalidade dos elementos concretos de cada caso e os fios muito finos que os ligam. Há que construir uma proposta tecida pacientemente, em malhas cerradas, sem intervalos, sem lacunas, sem cedências ao excesso.</div>
<div id="_mcePaste">Esta construção morosa produz pensamentos sagazes e precisos, caminhos que ligam umas coisas às outras, decisões sólidas que se fecham num laço que não se pode desfazer.</div>
<div id="_mcePaste">Para conseguir uma boa construção é preciso estar atento e querer saber tudo, ver todas as coisas, multiplicar a atenção, interrogar todas as possibilidades; e compreender os outros, ver através dos olhos dos outros.</div>
<div id="_mcePaste">Cada solução é adequada a um momento e a uma situação precisas, com exatidão.</div>
<div id="_mcePaste">Cada construção responde a um desafio concreto, não é transportável nem adaptável a outros. Se surge um desafio novo temos que recomeçar do princípio, com a mesma perseverança e a mesma atenção.</div>
<p><br/>3.	A METAMORFOSE</p>
<div id="_mcePaste">O método do caso obriga a trabalhar uma mente plástica, sensível.</div>
<div id="_mcePaste">Pratica-se o ser capazes de nos transformarmos, de ver os acontecimentos com os olhos dos outros e identificarmo-nos com eles.</div>
<div id="_mcePaste">Praticamos muito, em vários momentos: ao ler o caso a sós, no grupo de trabalho, na sessão comum. Em cada momento sucessivo a nossa construção vai crescendo, vai sendo tecida com os elementos novos que os outros nos dão.</div>
<div id="_mcePaste">Os outros são muitos: são os nossos companheiros, são os professores, são os protagonistas dos casos, nos seus tempos e nos seus espaços.</div>
<div id="_mcePaste">Ao princípio desiludia que os casos fossem datados; quando a mente se tornou mais flexível, esse passou a constituir um desafio acrescido: mais uma dimensão a considerar, a mobilidade no tempo.</div>
<div id="_mcePaste">A minha mente tornou-se mais maleável e mais colorida, mais multiforme, mais aberta.</div>
<div id="_mcePaste">Adquiri o extraordinário dom da metamorfose.</div>
<div id="_mcePaste">A aquisição deste dom é irreversível.</div>
<p><br/>4. O FIM</p>
<div id="_mcePaste">What we call the beginning is often the end</div>
<div id="_mcePaste">And to make an end is to make a beginning.</div>
<div id="_mcePaste">The end is where we start from.</div>
<div id="_mcePaste">T. S. Eliot, Little Gidding, from Four Quartets</div>
<p><br/><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/05/Teresa-Caetano.jpg"><img title="Teresa Caetano" class="alignleft size-full wp-image-764" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/05/Teresa-Caetano.jpg" alt="" width="97" height="114" /></a><br />
<br/>
<div>Teresa Caetano<br />
37º <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pade/" target="_blank">PADE</a> e Direcção de Informação e Consumidores da ANACOM</div>
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		<title>O que faz um líder?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 14:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Presidente do Jaipur Foot (JF) reunira alguns voluntários para irem ao Iraque colocar próteses de pé ou perna nos necessitados. Na primeira semana tinham feito e ajustado 300 próteses. Os que apareciam em cadeira de rodas ou de muletas regressavam pelo seu próprio pé&#8230; Muitos esperavam uma prótese há mais de um ano; num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente do Jaipur Foot (JF) reunira alguns voluntários para irem ao Iraque colocar próteses de pé ou perna nos necessitados. Na primeira semana tinham feito e ajustado 300 próteses. Os que apareciam em cadeira de rodas ou de muletas regressavam pelo seu próprio pé&#8230;</p>
<p>Muitos esperavam uma prótese há mais de um ano; num teatro de violência não havia forma, mesmo pagando caro. As do JF são quase oferecidas e o custo de produção é de $35, quando algo parecido custa $8.000 nos EUA. O JF já as faz há 40 anos, com aperfeiçoamentos e em grande quantidade. Colocou mais de 300.000, atendendo hoje 20.000 pessoas por ano.</p>
<p>O cirurgião ortopédico, Dr. Sethi, do Hospital de Jaipur, pedira ao escultor Ram Chandra para fazer pés artificiais. Ele assim fez e foi introduzindo melhorias na funcionalidade usando borracha e madeira envolvidos em poliuretano, simulando a forma do pé, a sua consistência, os movimentos. Hoje o molde do coto faz-se com uma máquina de vácuo e a perna com moldes de areia, reduzindo o tempo de feitura e com boa adaptação da prótese, pois o rigor das formas evita atritos e incómodos.</p>
<p>Na sua vida útil, de 5-6 anos, a prótese não necessita de manutenção; permite andar em terrenos lamacentos das várzeas, subir às árvores, correr, andar de bicicleta, etc. Quem vá ao JF é atendido com profissionalismo: chegando a uma qualquer hora da noite é recebido com delicadeza, oferecendo-se-lhe uma refeição quente e uma marqueza para descansar, até à hora da consulta, sob a supervisão médica. Paga quem pode e os donativos cobrem o resto.</p>
<p>A partir de 1975 o JF foi crescendo. Com o Dr. Mehta, seu Presidente e com o sentido empreendedor, o que estava limitado a Jaipur, conta hoje com 16 brigadas móveis, prestando serviços pelo país. Tem centros de operação nos países vizinhos e conta com 60 fornecedores, fabricantes de ‘pés’.</p>
<p>O JF recorreu à colaboração de instituições científicas para melhorar: o ISRO-Indian Space Research Organization fornece materiais ultra-leves usados na exploração espacial, muito resistentes, para a estrutura da perna; pesam pouco e aguentam o peso do corpo. A Universidade de Stanford desenhou uma articulação mais eficaz, para o joelho.</p>
<p>No Iraque, uma nova esperança crescia: mães a chorar de emoção diante de filhos que não andavam há anos, a fazerem-no agora; soldados curtidos na luta esperavam a sua vez, enquanto davam vivas de alegria ao verem cada aleijado deixar as muletas e andar por si!</p>
<p><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Eugenio-Viassa-Monteiro-1-r.jpg"><img class="size-full wp-image-753 alignleft" title="Eugenio Viassa Monteiro (1) r" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Eugenio-Viassa-Monteiro-1-r.jpg" alt="" width="105" height="104" /></a></p>
<p><a href="http://www.aese.pt/aese/claustro/residentes/detalhe/55"></a></p>
<p><a href="http://www.aese.pt/aese/claustro/residentes/detalhe/55">Eugénio Viassa Monteiro<br />
</a>Professor da AESE, Presidente da AAPI e autor do livro “O Despertar da Índia”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Valor da Água</title>
		<link>http://blog.aese.pt/2012/04/o-valor-da-agua/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-valor-da-agua</link>
		<comments>http://blog.aese.pt/2012/04/o-valor-da-agua/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 14:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Empresa]]></category>

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		<description><![CDATA[A água tem um valor inquestionável. Mas será que esse valor está refletido no preço? Em novembro de 2002, o então ministro do Ambiente, Isaltino Morais, afirmou que “os portugueses devem preparar-se para pagar mais pela água que consomem”. O seu sucessor, Amílcar Theias, também aborda o assunto e, em março de 2004, diz, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">A água tem um valor inquestionável. Mas será que esse valor está refletido no preço?</div>
<div id="_mcePaste">Em novembro de 2002, o então ministro do Ambiente, Isaltino Morais, afirmou que “os portugueses devem preparar-se para pagar mais pela água que consomem”.</div>
<div id="_mcePaste">O seu sucessor, Amílcar Theias, também aborda o assunto e, em março de 2004, diz, para a TSF, que “a água se paga barato demais (…). A água, em Portugal, é muito barata, neste momento”.</div>
<div id="_mcePaste">Luís Nobre Guedes, em outubro de 2004, também afirmava, na sua qualidade de ministro do Ambiente do governo de Santana Lopes, “que a sua principal preocupação se dirigia a (…) dar unidade aos tarifários (…)”.</div>
<div id="_mcePaste">Já na vigência de outro governo, Francisco Nunes Correia assume, em novembro de 2005, que “os preços da água estão desfasados (…) é preciso corrigir esta situação”. Mas, este mesmo ministro, do primeiro governo de José Sócrates, em agosto de 2008, veio negar “que o Governo tenha a intenção de aumentar o preço da água”. Por fim, em março de 2009, o mesmo responsável politico, durante a visita ao Pavilhão de Portugal no 5.º Fórum Mundial da Água, admitiu que “os preços da água têm de ser corrigidos”.</div>
<div id="_mcePaste">Dulce Pássaro, que sucedeu a Nunes Correia, no segundo governo de José Sócrates, é perentória na assunção de que &#8220;o preço da água ao consumidor vai ter que subir&#8221;, um aumento que a ministra considerava &#8220;inevitável e necessário&#8221;. Estas declarações foram proferidas em maio de 2010, mas, já antes, a ministra havia afirmado, em entrevista ao Público que, “até 2012, os portugueses estarão a pagar um novo preço pela água (…) é um imperativo comunitário e é fundamental para dar sustentabilidade económica e ambiental ao sector (…). É a aplicação do princípio do poluidor-pagador”.</div>
<div id="_mcePaste">Este imperativo comunitário chega-nos através da Comissão Europeia, que considera que Portugal deve aumentar progressivamente as tarifas da água, por forma a que os pagamentos dos utilizadores consigam suportar os custos reais do abastecimento. “É o princípio do utilizador/pagador”, afirma o diretor-geral de Política Regional daquela instituição. Ora aqui está um conjunto de declarações coerentes ao fim de quase 10 anos de contradições. Até as organizações ambientalistas concordam, pela voz de Francisco Ferreira, da Quercus, ao corroborar da opinião da ministra, dizendo que &#8220;é necessário explicar aos portugueses que a água que consumimos está barata (…)”.</div>
<div id="_mcePaste">Mudou o governo e a saga recomeça quando, no final do ano passado, a ministra Assunção Cristas admite um aumento do preço da água à custa da privatização da empresa Águas de Portugal. Na mesma senda, o “seu” secretário de estado, Pedro Afonso de Paulo, reafirma, em artigo de opinião publicado no Expresso, “a necessidade de refletir no preço da água, resíduos e energia o seu custo real”.</div>
<div id="_mcePaste">Mais recentemente, em entrevista ao Diário Económico, a ministra descreve que “a sustentabilidade do sector das águas em Portugal implica um ajuste na tarifa paga pelos consumidores (…) precisamos de equilíbrio para garantir a sustentabilidade do sistema&#8221;. Mas, tal e qual um seu antecessor, apressa-se a corrigir o que foi publicado e, no mesmo dia 9 de abril, ao fim da tarde, assegurou que “o preço da água canalizada não aumentará este ano (…)”.</div>
<div id="_mcePaste">Em que ficamos? De que é que estamos à espera? Basta que os responsáveis pelo Ambiente, em Portugal, respondam, pelo menos, a uma das minhas três perguntas. Eu, pelo menos, já ficaria satisfeito.</div>
<p>A água tem um valor inquestionável. Mas será que esse valor está refletido no preço?Em novembro de 2002, o então ministro do Ambiente, Isaltino Morais, afirmou que “os portugueses devem preparar-se para pagar mais pela água que consomem”.O seu sucessor, Amílcar Theias, também aborda o assunto e, em março de 2004, diz, para a TSF, que “a água se paga barato demais (…). A água, em Portugal, é muito barata, neste momento”.Luís Nobre Guedes, em outubro de 2004, também afirmava, na sua qualidade de ministro do Ambiente do governo de Santana Lopes, “que a sua principal preocupação se dirigia a (…) dar unidade aos tarifários (…)”.Já na vigência de outro governo, Francisco Nunes Correia assume, em novembro de 2005, que “os preços da água estão desfasados (…) é preciso corrigir esta situação”. Mas, este mesmo ministro, do primeiro governo de José Sócrates, em agosto de 2008, veio negar “que o Governo tenha a intenção de aumentar o preço da água”. Por fim, em março de 2009, o mesmo responsável politico, durante a visita ao Pavilhão de Portugal no 5.º Fórum Mundial da Água, admitiu que “os preços da água têm de ser corrigidos”.Dulce Pássaro, que sucedeu a Nunes Correia, no segundo governo de José Sócrates, é perentória na assunção de que &#8220;o preço da água ao consumidor vai ter que subir&#8221;, um aumento que a ministra considerava &#8220;inevitável e necessário&#8221;. Estas declarações foram proferidas em maio de 2010, mas, já antes, a ministra havia afirmado, em entrevista ao Público que, “até 2012, os portugueses estarão a pagar um novo preço pela água (…) é um imperativo comunitário e é fundamental para dar sustentabilidade económica e ambiental ao sector (…). É a aplicação do princípio do poluidor-pagador”.Este imperativo comunitário chega-nos através da Comissão Europeia, que considera que Portugal deve aumentar progressivamente as tarifas da água, por forma a que os pagamentos dos utilizadores consigam suportar os custos reais do abastecimento. “É o princípio do utilizador/pagador”, afirma o diretor-geral de Política Regional daquela instituição. Ora aqui está um conjunto de declarações coerentes ao fim de quase 10 anos de contradições.<br />
Até as organizações ambientalistas concordam, pela voz de Francisco Ferreira, da Quercus, ao corroborar da opinião da ministra, dizendo que &#8220;é necessário explicar aos portugueses que a água que consumimos está barata (…)”.Mudou o governo e a saga recomeça quando, no final do ano passado, a ministra Assunção Cristas admite um aumento do preço da água à custa da privatização da empresa Águas de Portugal. Na mesma senda, o “seu” secretário de estado, Pedro Afonso de Paulo, reafirma, em artigo de opinião publicado no Expresso, “a necessidade de refletir no preço da água, resíduos e energia o seu custo real”.Mais recentemente, em entrevista ao Diário Económico, a ministra descreve que “a sustentabilidade do sector das águas em Portugal implica um ajuste na tarifa paga pelos consumidores (…) precisamos de equilíbrio para garantir a sustentabilidade do sistema&#8221;. Mas, tal e qual um seu antecessor, apressa-se a corrigir o que foi publicado e, no mesmo dia 9 de abril, ao fim da tarde, assegurou que “o preço da água canalizada não aumentará este ano (…)”.Em que ficamos? De que é que estamos à espera? Basta que os responsáveis pelo Ambiente, em Portugal, respondam, pelo menos, a uma das minhas três perguntas. Eu, pelo menos, já ficaria satisfeito.</p>
<p style="padding-bottom: 18px; color: #555555; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: left; margin: 0px;"><a style="color: #83161c;" href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Blog-Nuno-Campilho2.jpg"><img class="size-full wp-image-738 alignleft" title="Blog Nuno Campilho" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Blog-Nuno-Campilho2.jpg" alt="" width="82" height="81" /></a></p>
<p style="padding-bottom: 18px; color: #555555; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="padding-bottom: 18px; color: #555555; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="padding-bottom: 18px; color: #555555; font-family: 'Lucida Grande', 'Lucida Sans Unicode', sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: left; margin: 0px;">Nuno Campilho<br />
19º <a style="color: #f58220; text-decoration: none;" href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pde/" target="_blank">PDE</a> e 11º <a style="color: #f58220; text-decoration: none;" href="http://www.aese.pt/executive_mba/" target="_blank">Executive MBA AESE/IESE </a><br />
in <span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;">Água&amp;Ambiente</span></p>
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		<title>Hard Times</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 13:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Austeridade. Não gosto da palavra. Evoca rigidez, severidade, aspereza. Tem o sabor – o azedume – do estoicismo desencarnado, do moralismo sem Graça, dos impostos, da resignação. Lembra-me o frio, a escassez, a inclemência, a sovinice, o Inverno. Lembra-me o Natal do senhor Scrooge, antes da sua conversão. Contudo, ‘austeridade’ pode ser também nome de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Austeridade. Não gosto da palavra. Evoca rigidez, severidade, aspereza. Tem o sabor – o azedume – do estoicismo desencarnado, do moralismo sem Graça, dos impostos, da resignação. Lembra-me o frio, a escassez, a inclemência, a sovinice, o Inverno. Lembra-me o <em>Natal do senhor</em><em> </em><em>Scrooge, antes da sua conversão. </em>Contudo, ‘austeridade’ pode ser também nome de uma virtude: opõe-se ao comportamento flácido, balofo e barroco, à conduta desleixada, caprichosa e sem nervo. Favorece a integridade, independência e desprendimento. Recorda que a plenitude humana é um bem árduo.</p>
<p>Na discussão actual sobre os méritos da austeridade, podemos reconhecer duas perspectivas económicas rivais: uma associa o espírito do capitalismo às virtudes da poupança, parcimónia e abstinência; outra funda o progresso económico nas virtualidades do consumo e da fruição do momento presente. Historicamente, a primeira perspectiva – que sublinha a escassez de recursos – está conotada com o capitalismo victoriano ou com o ascetismo calvinista. A segunda – para a qual o problema fundamental é a inibição do consumo, a resolver por intervenção do Estado – será herdeira do materialismo e hedonismo de Keynes e do <em>carpe diem </em>que ele proclamou (porque “<em>in the long run we are all dead</em>”). Do ponto de vista conceptual, esta genealogia ideológica não é absolutamente necessária, muito menos na versão dicotómica apresentada. Todavia, não é de excluir que a intransigência alemã e a sua postura ‘punitiva’ se filiem naquela visão moral. Paralelamente, é provável que o consumismo, frivolidade financeira e recusa em projectar o futuro – que caracterizaram o nosso passado recente – reflictam de algum modo o pensamento keynesiano.</p>
<p>Haverá talvez um ponto de equilíbrio entre esses dois extremos. Em qualquer caso, a retórica sobre a austeridade como remédio para a crise financeira ressuscita a interrogação sobre as ‘contradições culturais do capitalismo’, prognosticadas por Daniel Bell: o capitalismo floresce no chão de virtudes que o seu florescimento socava. O seu sucesso requer frugalidade, laboriosidade, gratificação diferida e prudência; o seu sucesso produz opulência, preguiça, intemperança e irresponsabilidade. Terá o capitalismo moderno, associado à nossa democracia emocional – em que o Estado se reclama de ‘bem-estar’ e promete a felicidade – provocado a corrosão do nosso carácter e condicionado a nossa liberdade? Ou fomos nós que fizemos degenerar o capitalismo?<br />
<a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Blog-Pedro-Ferro1.jpg"><img class="size-full wp-image-744 alignleft" title="Blog Pedro Ferro" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Blog-Pedro-Ferro1.jpg" alt="" width="82" height="81" /></a><br />
<a href="http://www.aese.pt/aese/claustro/residentes/detalhe/91" target="_blank"></p>
<p>Pedro da Rosa Ferro</a><br />
Professor da AESE</p>
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		<title>Açor</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 11:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[O açor, do latim acceptore, significando que “voa rapidamente”, é uma ave de rapina que aparece na bandeira dos Açores, e que dá nome ao arquipélago. Tal aconteceu porque, quando os descobridores do conjunto das nove ilhas açorianas lá chegaram, pensaram ver açores. Mais tarde, concluiriam que as aves eram, afinal, milhafres. Há uma história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O açor, do latim <em>acceptore</em>, significando que “voa rapidamente”, é uma ave de rapina que aparece na bandeira dos Açores, e que dá nome ao arquipélago. Tal aconteceu porque, quando os descobridores do conjunto das nove ilhas açorianas lá chegaram, pensaram ver açores. Mais tarde, concluiriam que as aves eram, afinal, milhafres. Há uma história parecida, que mete águias, mas isso não vem ao caso.</p>
<p>Resulta esta analogia do facto de, nos últimos dias, ter estado nos Açores, mais concretamente, na ilha Terceira, situada no grupo central do arquipélago (deve o seu nome à circunstância de ter sido a terceira ilha a ser descoberta, depois de Santa Maria e São Miguel).</p>
<p>Tive a honra de ser convidado pelo Teatro Independente de Oeiras (T.I.O.), para representar, institucionalmente, o município de Oeiras e os SMAS de Oeiras e Amadora, por ocasião do Festival de Teatro da Praia da Vitória (um dos dois municípios – conjuntamente com Angra do Heroísmo – que integram a ilha).</p>
<p>Foi uma experiência inolvidável, que se deveu à convivência com o Carlos, com o Neves (que também é Carlos), com a Michelle, com a Marcelle, com a Rita e com a Patrícia. Estou tão grato a eles, quanto à hospitalidade com que fui brindado pelo vereador Paulo Codorniz, pelo Luís e pelo incansável Carlos (Oliveira). Não posso esquecer o Nuno (Carvão), um nativo, que nos fez sentir em casa. Com tanta Lyonce e Lyannii que há por aí, convenhamos que a originalidade onomástica (em grego, <em>o ato de nomear</em>) não é coisa pela qual prime Oeiras e a Praia da Vitória…</p>
<p>Numa altura em que se “comemora” um ano desde o pedido de resgate à <em>troika</em>; em que estreia o documentário sobre a ilha do Corvo (que oportuno), premiado internacionalmente, “É na Terra, não é na Lua”; em que as freguesias desceram à cidade – ou de como o país real dá de caras com o país do “faz de conta”, na cidade virtualizada – para uma manifestação (ou terá sido o encontro anual de ranchos folclóricos?!) e em que, por via disso, o governo altera pela segunda vez – será a última? – os critérios definidores da “reforma administrativa do território”; eu estava “ao largo”. E confesso-me surpreendido. Deprimido ando eu… andamos nós! Paisagens bucólicas, excelentes equipamentos, pessoas bem dispostas, paz e tranquilidade (para mim, em demasia… como é que é possível sobreviver num sítio onde só há jornais depois do almoço?!). Bendita insularidade, que faz tudo ser mais barato (o peso dos impostos, no PVP, é, francamente, mais baixo) e, quando se pergunta, “então, por aqui não se sente a crise?”, lá ouvimos dizer um tímido “acho que a câmara está a perceber que não pode gastar tanto dinheiro como gostaria…”.</p>
<p>E, depois, ou, sobretudo, há a Base Aérea das Lages (BA4), instalada em 1941, primeiro para uso exclusivo do exército português, depois, a partir de 1943, para uso da “Royal Air Force” britânica e, ainda antes do fim da 2ª Guerra Mundial, passou também a ser utilizada pela “US Air Force” americana, que hoje a ocupa na totalidade (podemos, ainda, encontrar três destacamentos de busca e salvamento, da Força Aérea Portuguesa). A Base emprega cerca de 1000 portugueses, no seu contingente civil, o que corresponde a 5% da população total do município da Praia da Vitória e a 1/3 da população da freguesia das Lajes. Se considerarmos só a população ativa, podemos afirmar que a BA4 dá trabalho a mais de 10% da população da Praia da Vitória e a metade dos residentes nas Lajes. Quem é que pode abdicar de uma vitalidade ao seu desenvolvimento desta dimensão? Os edifícios só estão identificados com números, vive-se num mundo à parte, há gradeamentos por todos os lados, a zona residencial parece tirada de um cenário das “Donas de Casa Desesperadas”, no <em>Google Earth</em> vislumbra-se uma nuvem sobre a Base… e, tudo isto, é fascinante!</p>
<p>Enfim, numa terra onde também se vê o Benfica e, mesmo às escuras, se marcam golos; onde o diretor do T.I.O. torce o pé e se transforma num dos últimos pacientes do Hospital “velho” de Angra do Heroísmo (o “novo” abriu, exatamente, no dia seguinte); onde os lacticínios e seus derivados são um pouco gordos; onde as cracas são horríveis (sabem a “pirolitos” de água salgada), as lapas são comestíveis, o peixe é muito bom e a picanha de vaca açoriana sorriu mais para mim do que para o Presidente da República; vou ficar por aqui, antes que alguém me mande arranjar uma conversa só para mim. É que, se isto continua, ainda se torna muito gra… fico!</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">NOTA</span></strong><strong>:</strong> não posso deixar de manifestar a minha consternação pelo desaparecimento trágico do António Ferro, a quem presto a minha homenagem.</p>
<p><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Blog-Nuno-Campilho2.jpg"><img class="size-full wp-image-738 alignleft" title="Blog Nuno Campilho" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/04/Blog-Nuno-Campilho2.jpg" alt="" width="82" height="81" /></a></p>
<p>Nuno Campilho<br />
19º <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pde/" target="_blank">PDE</a> e 11º <a href="http://www.aese.pt/executive_mba/" target="_blank">Executive MBA AESE/IESE </a><br />
in Jornal de Oeiras</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></strong></p>
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		<title>O Triunfo da Cativas</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 13:41:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Empresa]]></category>

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		<description><![CDATA[As cativas de marca são sociedades financeiras ou bancos detidos pelos construtores automóveis, destinam-se a financiar exclusivamente as vendas aos concessionários (crédito stock) e aos clientes finais (financiamento de retalho), das viaturas das respetivas marcas. Na sua génese está o impulsionar as vendas das viaturas das suas marcas, a sustentabilidade das suas redes de distribuição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As cativas de marca são sociedades financeiras ou bancos detidos pelos construtores automóveis, destinam-se a financiar exclusivamente as vendas aos concessionários (crédito stock) e aos clientes finais (financiamento de retalho), das viaturas das respetivas marcas. Na sua génese está o impulsionar as vendas das viaturas das suas marcas, a sustentabilidade das suas redes de distribuição e também a sua margem financeira ao contrário dos bancos independentes que, legitimamente, apenas procuram a dimensão e a margem financeira.</p>
<p>Em condições normais estas sociedades financeiras cativas são instrumentos poderosos para os construtores, em momentos de crise tornam-se incontornáveis e o seu poder de alavancagem do negócio aumenta.</p>
<p>O setor automóvel, em particular o da distribuição automóvel, redes de concessionários oficiais, atravessa hoje, devido à situação económica europeia e à crise financeira portuguesa, os tempos mais difíceis que a minha memória profissional abarca.</p>
<p>A distribuição enfrenta o risco de encerramento de alguns operadores das várias marcas, cada concessionário que encerrar significa pelo menos trinta novos desempregados, a existência de alguns importadores de marcas não europeias pode vir a ser posta em causa, pelo menos na sua configuração atual.</p>
<p>É possível demonstrar uma relação entre a dimensão do mercado de automóveis novos e uma série de variáveis: procura de automóveis novos por clientes particulares e empresas, espectativas e nível de confiança dos consumidores, PIB do País, crédito bancário concedido à economia, crédito bancário concedido pelas financeiras cativas dos construtores automóveis, procura de turismo por cidadãos estrangeiros, ofertas de prolongamento de contratos das gestoras de frota, evolução do preço dos automóveis, impostos sobre a aquisição, a circulação e a equiparação a rendimento associado ao automóvel, taxa de desemprego e taxa de inflação, etc.</p>
<p>No contexto atual verificamos uma queda da procura de automóveis novos, uma redução das expectativas dos consumidores, uma evolução negativa do PIB, uma acentuada redução do crédito bancário generalista, uma provável subida dos impostos de aquisição, circulação e utilização do automóvel, uma subida das taxas de desemprego e de inflação.</p>
<p>O segmento rent-a-car (que costuma servir para “compor o ramalhete” quando as vendas baixam), dependente do turismo que vive uma grande incerteza, tal como as gestoras de frota, está a promover ativamente o prolongamento dos contratos automóveis atuais em detrimento das renovações das frotas.</p>
<p>Além destes fatores, há ainda que considerar que em certos contextos de custos fixo e variáveis, de preços de mercado e de prazos de recebimento, pode ser melhor vender menos do que mais. Isto é, vender menos tem um impacto positivo sobre a situação financeira da empresa, a tesouraria necessária para manter uma conta de terceiros elevada e por bastante tempo não é suportada pelas baixas margens comerciais &#8211; as Vendas, mea culpa, e o Marketing costumam esquecer-se desta “lei” das Finanças!</p>
<p>Se considerarmos que as únicas variáveis manipuláveis são o preço de venda e o nível de financiamento pela cativa de marca, e nos fixarmos exclusivamente nesta última, é possível demonstrar econometricamente a relação entre o mercado automóvel e o credito concedido pelo conjunto das financeiras cativas das várias marcas.</p>
<p>A conclusão, pressupondo que todas as cativas operam da mesma forma e com os mesmos produtos de stock e de retalho, é que uma variação positiva do crédito concedido por estas empresas, caeteris paribus, provocará uma variação positiva no mercado automóvel, que na situação atual poderia conter uma queda mercado de carros novos.</p>
<p>Nesta Quaresma deveríamos refletir sobre estes acontecimentos e sobre o sentido do conceito de penitência, esperando que o Domingo Santo venha depressa para nos ajudar com a sua Luz a libertar-nos das “trevas” em que estamos.</p>
<p>Bons negócios.<br />
<a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Pedro-Ferreira.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-729" title="Pedro Ferreira" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Pedro-Ferreira.jpg" alt="" width="97" height="114" /></a><br />
Pedro Nuno Ferreira<br />
Economista, ISEG, 9º <a href="http://www.aese.pt/executive_mba/" target="_blank">Executive MBA AESE/IESE</a></p>
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		<title>A empresa não pode perverter as pessoas, mas antes desenvolvê-las</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 12:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Empresa]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro décadas que o tema da ética de negócios vem interpelando a vida das empresas e alargando os seus fins. O surto dos códigos de conduta, nos anos oitenta, acompanhado da ênfase nos valores corporativos e na missão da empresa, é uma manifestação clara dessa realidade. A responsabilidade social e a sustentabilidade vieram para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quatro décadas que o tema da ética de negócios vem interpelando a vida das empresas e alargando os seus fins.</p>
<p>O surto dos códigos de conduta, nos anos oitenta, acompanhado da ênfase nos valores corporativos e na missão da empresa, é uma manifestação clara dessa realidade.</p>
<p>A responsabilidade social e a sustentabilidade vieram para ficar, bem como o governo das sociedades e a chamada cidadania corporativa.</p>
<p>Desde o seu início, 1980, a AESE acompanha estes desenvolvimentos e sensibiliza os participantes nos seus programas para a importância desta matéria que deve ser transversal a todas as áreas funcionais.</p>
<p> A empresa não pode viver de espertezas, de golpes, de curto-prazismo, de habilidades… A empresa tem vocação institucional e a sua atmosfera deve ser a da honestidade e integridade. Lidando com pessoas não as pode perverter, antes desenvolver.</p>
<p>Ora a AESE tem com a EDP uma longa e frutuosa relação, quase desde o seu começo. Para além de Cliente, a EDP viria a ser também Empresa Patrocinadora.</p>
<p>A este mútuo intercâmbio se deve, em parte, para  referir só os aspectos éticos, a sucessiva implementação na EDP das melhores práticas neste âmbito.</p>
<p>A EDP aprova o seu Código Ético em 2005, com monitorização da sua observância; tem um Comité de Ética; um Provedor de Ética, para recolha e tratamento de eventuais reclamações; e prevê programas internos de formação e sensibilização nesta área. No seu relatório de sustentabilidade, aparece informação sobre esta política.</p>
<p>Em recente protocolo, celebrado entre a AESE e a EDP a 28 de novembro de 2011, foi criada, com o apoio da EDP, a Cátedra de Ética na Empresa e na Sociedade. Aí ambas as partes se comprometem a colaborar no desenvolvimento desta disciplina, consolidando a formação constante lecionada pela AESE nesta área e proporcionando uma formação avançada aos colaboradores das empresas.</p>
<p>Este protocolo é mais uma emanação, de não pequena importância, da responsabilidade social desta Empresa que se dispõe a apoiar uma Escola pioneira nesta área para que seja possível a publicação de mais material didático; a participação em seminários, conferências, colóquios e simpósios dos seus professores; e a implementação dos PRiME (Principles for Responsible Management Education) de que a AESE é signatária, aliás muito em consonância com a subscrição pela EDP do United Nations Global Compact (onde está também a Escola).</p>
<p>Com este apoio, a AESE prepara também, para este ano, um ciclo de três conferências, de abril a junho, sobre «Responsabilidade Social e Sustentabilidade», uma das quais confiada à EDP que tem as melhores práticas na matéria.</p>
<p>Prevê-se igualmente um seminário sobre corrupção, em junho, e lá para novembro um <em>workshop</em> sobre os PRiME, com a participação do Secretário-Geral desta iniciativa.</p>
<p><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Blog-Raul-Diniz-ASM-3ºPADE-Lisboa-0371.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-720" title="Blog Raul Diniz ASM 3ºPADE Lisboa 037" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Blog-Raul-Diniz-ASM-3ºPADE-Lisboa-0371.jpg" alt="" width="82" height="81" /></a><br />
<strong>Raul Diniz</strong><br />
<a href="http://www.aese.pt/aese/claustro/residentes/detalhe/41" target="_blank">Professor da AESE </a>e 9º <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pade/" target="_blank">PADE</a></p>
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		<item>
		<title>Crise = oportunidade: outra vez?</title>
		<link>http://blog.aese.pt/2012/03/crise-oportunidade-outra-vez/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=crise-oportunidade-outra-vez</link>
		<comments>http://blog.aese.pt/2012/03/crise-oportunidade-outra-vez/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 11:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos fartos de ler textos explicando como uma crise pode representar uma oportunidade para as empresas&#8230; e fatalmente seguem-se os caracteres chineses que significam crise. Desta vez porém deixemos de lado as empresas e vejamos se algum benefício o consumidor pode retirar de uma crise. No final da primeira metade do século passado deu-se uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos fartos de ler textos explicando como uma crise pode representar uma oportunidade para as empresas&#8230; e fatalmente seguem-se os caracteres chineses que significam crise. Desta vez porém deixemos de lado as empresas e vejamos se algum benefício o consumidor pode retirar de uma crise.</p>
<p>No final da primeira metade do século passado deu-se uma modificação importante nas técnicas publicitárias norte americanas. Em poucos anos a ênfase na publicidade dos atributos do produto passou para os valores emocionais que a compra desse mesmo produto representava para os consumidores. Foi uma época dourada para os psicólogos nas agências de publicidade.</p>
<p>Os resultados foram espectaculares. Desde logo para as agências mais criativas e depois para as marcas que conseguiam uma posição forte na preferência dos clientes. Estas podiam assim manter preços mais elevados sem que muitas vezes a isso correspondesse alguma diferença substancial no produto.</p>
<p>Na compra emocional o consumidor associava preço mais alto a melhor qualidade e um exemplo disto foi a célebre campanha da Sears e Roebruck “Up grade America” nos anos 50 e 60 que basicamente dizia: o consumidor americano cada ano está mais rico logo a Sears vai vender-lhe produtos mais caros todos os anos.</p>
<p>Os próprios produtos japoneses do pós-guerra, inicialmente copiados dos produtos ocidentais e vendidos bastante mais baratos, tinham pouca qualidade, o que só veio confirmar a ideia feita que a preços altos corresponde melhor qualidade.</p>
<p>Mais perto do final do século esta ideia básica do consumidor de que o mais caro é melhor e que as marcas A ou B que vendem caro dão garantias de uma boa compra foi-se alterando, mas ainda se mantem fortemente no espírito de muita gente.</p>
<p>Nas épocas de crise obviamente que o consumidor tem de modificar comportamentos e decisões. Vemos com frequência naquelas entrevistas de rua que os repórteres da TV tanto gostam de fazer:</p>
<p>Ó D. Ermelinda, como vai fazer frente à crise?</p>
<p>Ai filha, vou ter que governar-me com menos, só para remédios…</p>
<p>Nunca ouvi nenhuma D. Ermelinda dizer: Vou ter que comprar melhor!</p>
<p>E é disto que se trata. O consumidor em tempo de crise tem primeiro que tudo deitar fora as razões emocionais para a compra e passar às decisões racionais:</p>
<p>Este preço mais alto corresponde a realmente diferenças no produto? E se corresponde essas diferenças o que representam para mim?</p>
<p>Da resposta a estas duas questões surge a decisão racional. E assim se poupa dinheiro.</p>
<p>Façam boas compras.</p>
<p><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Blog-Raul-Diniz-ASM-3ºPADE-Lisboa-037.jpg"></a></p>
<p><a href="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Blog-Manuel-Dias-Ferreira-.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-713" title="Blog Manuel Dias Ferreira" src="http://blog.aese.pt/wp-content/uploads/2012/03/Blog-Manuel-Dias-Ferreira-.jpg" alt="" width="82" height="81" /></a><br />
<strong>Manuel Dias Ferreira</strong><br />
<a href="http://www.aese.pt/aese/claustro/residentes/detalhe/44" target="_blank">Professor da AESE </a>e 1º <a href="http://www.aese.pt/programas_executivos/pade/" target="_blank">PADE</a></p>
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